Blog Archive
About Me
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Simples argumentos para desmontar o Deus cristão e suas religiões
Toda religião é um sistema cujo objetivo é revelar o mecanismo último da realidade. Religião, no final das contas, é só mais uma das racionalizações que o ser humano teve de fazer para explicar a existência das coisas, dar um sentido para essas mesmas coisas e explicar a existência do sofrimento, com a respectiva solução ou salvação: faça n coisas, e seu sofrimento acabará e você mergulhara numa interminável existência prazeirosa.
O Deus cristão tem as seguintes características: onipotência(poder ilimitado) onisciência(sabe tudo) onipresença(está em todo lugar). Só essas características já são suficientes para anular o grande jogo que o cristianismo nos apresenta: Deus de um lado, o Diabo do outro, o bem versus o mal. Outra característica do Deus cristão, seu enooorme amor, é argumento constante dos fiéis para a evangelização/conversão/doutrinação do resto dos pecadores, assim como para a racionalização de que, se algo ruim acontece, Deus sabe de todas as coisas e tem um grande plano, portanto, tudo ficará bem. Mas o que acontece quando Deus se revela não tão poderoso assim, e nem tão amoroso como se crê?
1- Se Deus é o criador de todas as coisas, a fonte de tudo o que é existente, é ele próprio a fonte do mal, o que nos dá duas possibilidades:
A) Deus não é bom como as pessoas gostam de afirmar ou de crer, pois sendo onipotente, permite a existência
do mal, o que significa que encontra alguma satisfação nela
B) Deus não é onipotente, pois não teve, não tem poder sobre a existencia do mal, o que o torna no máximo um
ser extremamente poderoso, mas não onipotente, e deixando espaço para a existência de outros seres de
mesma especie dele, como seu adversário,o Diabo; o que, por sua vez, torna o Apocalipse/Armageddon/
Julgamento Final numa batalha em que as chances de vitória são iguais.Talvez ficar do lado Diabo não seja
uma idéia de todo má.
O argumento A destroi as crenças cristãs dos atributos de Deus como um ser inevitavelmente bom, e deixa em cheque que suas ações ou falta delas, são oriundas de seu grande amor.
O argumento B destrói o cristianismo, mas dá margem a verdade das outras religiôes/crenças.
2- Deus não é onipotente, porque se revela estranhamente apriosionado ao uso de simbolismos e a adoração de si próprio como coisas necessárias a sua existência , isto é, sendo o ser absoluto, não deveria ter necessidade de coisa alguma, pois é o todo, é completo em si mesmo. No entanto, como demonstra não só o cristianismo, como as demais religiões,Deus(ou os deuses) precisa preencher sua solidão com uma incessante adoração as suas qualidades superiores( talvez ele não creia tanto em si proprio e por isso, como os leitores de livros de auto-ajuda, precisa ouvir constantemente o quanto eles são o máximo, incríveis,etc. A parte dois coloca em cheque a onisciencia de Deus: se ele conhece tudo, porque precisa ser relembrado de que ele é o máximo?3- O homem não pode ser penalizado pela existencia do mal em sua indole, uma vez que Deus, sendo onisciente, permitiu que seu inimigo contaminasse a sua criação. Ora, porque não tão somente tê-lo não criado, ou, tê-lo impedido de fazer tal coisa? O homem é inocente de pecado, se Deus for onisciente ou Deus é sádico.
4- Diz-se que Deus experimentou a realidade humana, atraves de sua encarnação como cristo, o que o faz nos conhecer melhor( hey, o que aconteceu com a onisciencia?). Mas isso não é verdade. Deus encarnou como homem, mas não como mulher, o que deixa a sua experiencia humana reduzida a metade. Menos que isso até: ele não transou, não engravidou, não deu de amamentar, não formou familia, não se apaixonou, não envelheceu até a debilidade física, e por tanto, não viveu todo o drama humano.
5- Se Deus é onipotente, porque se limita a criar um sistema de pagamento pelos atos pecaminosos dos seres humanos? Somente um ser limitado, que está preso a leis superiores a si mesmo, poderia se ver obrigado a engendrar tamanho mecanismo: se matar a si mesmo, para si mesmo, sendo que posteriormente voltaria a viver, pois afinal de contas, ele é deus, o que nos faz voltar a questão 1: porque não ter evitado perpertuamente a existencia do mal? A quem Deus deve responder se não o fizer ? A si proprio? Por isso se matou a si mesmo para si mesmo? Seria mais fácil se perdoar, ou ele não é onipotente e autosuficiente para isso?
6- O que o cristianismo não concebe é a relatividade do mal: aquilo que é a desgraça alheia, pode ser uma felicidade na sua vida. Os pecados revelam essa forma de pensamento: uns fulanos resolvem fundar uma religião, e simplismente por que não concebem certas liberdades na própria vida, priva todos os demais dessa liberdades. Quando você é crente, certas atitudes lhe inspiram o horror: sexo fora do casamento, homossexualidade, bebedeiras, etc. No entanto, o fato de voce e seu grupo se sentir desconfortáveis com essas possibilidades da vida, não te dá o direito de impor as outras pessoas que elas sintam e pensem o mesmo. Aqui cabe a minha crítica a cultura, representada pelos costumes.
7- A existência do mal não prova a existência de deuses quaiqueres, muito menos o Deus judaico-cristão. No mundo cristão, as pessoas simplismente dividem a realidade em que:
1- Deus existe, e esse Deus só pode ser o judaico cristão. Nem de longe concebem a existência dos milhares de
outros deuses.
2- Deus não existe, a vida não tem sentido, portanto, vamos ser egoístas e irresponsáveis, porque não precisamos
temer um julgamento final.
8- Religiões e demais crenças são vírus.Há uma similaridade interessante entre os fenômenos espirituais( que levaram n fulanos a fundarem n religiôes) e os fenômenos místicos, metafísicos( sempre altamente pessoais, jamais ou dificilmente testemunhado por terceiros). Assim é o esquema: uma tal pessoa, e tão somente ela, recebe a grande revelação, a grande missão, o grande contato, com seres espirituais e ou alienigenas. A filosofia de vida dela muda, e se converte em uma única coisa: como um programa de computador infectado, sua única missão é replicar, nos outros, a crença que ele desenvolveu. Como a grande maioria dos fundadores de religião viveram numa época pré-ciência ou na qual a ciencia ainda era como um feto, qualquer possibilidade de questionamento sobre a veracidade de sua experiência inexiste. Ela foi incrível, fez voce se sentir bem, portanto, é a grande absolua verdade e você, como o ser superior iluminado que é agora, tem a missão de conduzir os outros a felicidade real que só você recebeu/ pôde encontrar por sabe-se lá quais méritos...
CONTINUA???
Assinar:
Postar comentários (Atom)


3 comentários:
A fé não se baseia em argumentação lógica. É apenas fé.
Existem alguns cientistas que estudam a fé/religião com origens evolucionistas, ou seja, que em determinada época ela foi necessária e acabou por permanecer como um "resquício evolutivo" (lembrando que evolução não signfica melhoramento e sim adaptação - o conceito de melhor ou pior é puramente cultural/ideológico).
Seja como for, fico pensando que os ateus deveriam optar por divulgar a razão de modo menos confrontativo (como Sagan ou seu discípulo Gleiser) e mais construtivo, principalmente, ressaltando que a ética, antes de qualquer outra coisa, em absolutamente nada tem a ver com as religiões.
Sei lá, como diria Charlie Brown, mil coisas...
Mas vai lá, manda brasa!
A fé pode não se basear em argumentação lógica, mas as pessoas devem ser inspiradas a questionar as "verdades" a que elas são expostas ou nas quais foram criadas. Como vc falou em um de seus posts, dificilmente um crente irá ler "Deus, um delírio" de Richard Dawkins, por pura trava psicológica. Sei disso porque já estive nesse lado da Força, e sei como é difícil dar um primeiro passo a real busca pela verdade, seja ela qual for.
Pode ser desalentador se a pessoa não estiver razoavelmente preparada (seja lá o que "preparada" signifique).
Talvez seja difícil encarar que a existência não tenha nenhum significado especial e que a graça da vida está em minúsculas coisas do cotidiano sejam elas boas ou ruins, afinal, bom ou ruim são julgamentos culturais.
Postar um comentário