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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Circo- Ilusão-Sistema
A vida não tem sentido algum, mas a cultura tem um tal poder de persuasão que leva os nossos ancestrais a nos ensinar uma série de "verdades" sobre a vida e as vivermos como se fossem de fato verdades. Não são. E é claro, por força da mesma cultura, repassamos essas idiotices gerações adiante.O mecanismo é tão antigo e monstruoso que se torna absurdo ou útopico se pensar que é possível reprogramá-lo ou simplismente pará-lo. Geralmente gosto de chamar esse mecanismo grotesco de "monstro sociedade", mas a palavra cultura também serve a esse propósito. Repare: quando digo cultura, não estou mencionado os entretenimentos artísticos da sociedade que essa palavra também engloba, mas sim, a toda e qualquer convenção humana que simplismente foi criada e repassada como uma verdade inquestionável ou inescapável geração à geração.
Quando olhamos de perto, fica mais do que claro a nossa condição robótica, o que torna, aliás, cômica as críticas que diferentes grupos fazem ao desenvolvimento tecnológico, criticando um apocalíptico futuro em que o homem se torna máquina, ou é substituido por tal. Já somos máquinas. A realidade toda é um enorme agrupamento de sistemas, que devido a sua enorme composição, é capaz de gerar a ilusão do orgânico. Particularmente não vejo nenhum drama realmente aqui. O drama só começa quando o próprio homem, com sua capacidade criativa/imaginativa resistematiza a condição humana, criando uma pilha infindável de pseudo-obrigações e necessidades, que não passam de fantasias concatenadas grupalmente, dando, mais uma vez, pelo maravilhoso poder numérico, a ilusão de serem verdades.
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1 comentários:
Fugir do senso comum não só é difícil como é segregador, mas ser um 'marginal' - no sentido bom e adequado da palavra - é bastante agradável e recompensador.
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