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domingo, 30 de janeiro de 2011
Face
Mais uma vez, anarquicamente, coloco um post nada-a-ver com minha linha crítica/depressiva. Mas vou dar um priview do próximo post, em que eu continuarei com essa tendência, com um texto que provavelmente chamarei de "Defendendo o Cristianismo". Como sou o Homem do Contra, irei me contrariar o meu texto anterior nessa próxima postagem em que levantarei tudo aquilo que acho positivo no Cristianismo, a despeito da minha semi-completa descrença no ser Deus. Mas, retornando a esse post...Esse sou eu. Fazendo pose.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Simples argumentos para desmontar o Deus cristão e suas religiões
Toda religião é um sistema cujo objetivo é revelar o mecanismo último da realidade. Religião, no final das contas, é só mais uma das racionalizações que o ser humano teve de fazer para explicar a existência das coisas, dar um sentido para essas mesmas coisas e explicar a existência do sofrimento, com a respectiva solução ou salvação: faça n coisas, e seu sofrimento acabará e você mergulhara numa interminável existência prazeirosa.
O Deus cristão tem as seguintes características: onipotência(poder ilimitado) onisciência(sabe tudo) onipresença(está em todo lugar). Só essas características já são suficientes para anular o grande jogo que o cristianismo nos apresenta: Deus de um lado, o Diabo do outro, o bem versus o mal. Outra característica do Deus cristão, seu enooorme amor, é argumento constante dos fiéis para a evangelização/conversão/doutrinação do resto dos pecadores, assim como para a racionalização de que, se algo ruim acontece, Deus sabe de todas as coisas e tem um grande plano, portanto, tudo ficará bem. Mas o que acontece quando Deus se revela não tão poderoso assim, e nem tão amoroso como se crê?
1- Se Deus é o criador de todas as coisas, a fonte de tudo o que é existente, é ele próprio a fonte do mal, o que nos dá duas possibilidades:
A) Deus não é bom como as pessoas gostam de afirmar ou de crer, pois sendo onipotente, permite a existência
do mal, o que significa que encontra alguma satisfação nela
B) Deus não é onipotente, pois não teve, não tem poder sobre a existencia do mal, o que o torna no máximo um
ser extremamente poderoso, mas não onipotente, e deixando espaço para a existência de outros seres de
mesma especie dele, como seu adversário,o Diabo; o que, por sua vez, torna o Apocalipse/Armageddon/
Julgamento Final numa batalha em que as chances de vitória são iguais.Talvez ficar do lado Diabo não seja
uma idéia de todo má.
O argumento A destroi as crenças cristãs dos atributos de Deus como um ser inevitavelmente bom, e deixa em cheque que suas ações ou falta delas, são oriundas de seu grande amor.
O argumento B destrói o cristianismo, mas dá margem a verdade das outras religiôes/crenças.
2- Deus não é onipotente, porque se revela estranhamente apriosionado ao uso de simbolismos e a adoração de si próprio como coisas necessárias a sua existência , isto é, sendo o ser absoluto, não deveria ter necessidade de coisa alguma, pois é o todo, é completo em si mesmo. No entanto, como demonstra não só o cristianismo, como as demais religiões,Deus(ou os deuses) precisa preencher sua solidão com uma incessante adoração as suas qualidades superiores( talvez ele não creia tanto em si proprio e por isso, como os leitores de livros de auto-ajuda, precisa ouvir constantemente o quanto eles são o máximo, incríveis,etc. A parte dois coloca em cheque a onisciencia de Deus: se ele conhece tudo, porque precisa ser relembrado de que ele é o máximo?3- O homem não pode ser penalizado pela existencia do mal em sua indole, uma vez que Deus, sendo onisciente, permitiu que seu inimigo contaminasse a sua criação. Ora, porque não tão somente tê-lo não criado, ou, tê-lo impedido de fazer tal coisa? O homem é inocente de pecado, se Deus for onisciente ou Deus é sádico.
4- Diz-se que Deus experimentou a realidade humana, atraves de sua encarnação como cristo, o que o faz nos conhecer melhor( hey, o que aconteceu com a onisciencia?). Mas isso não é verdade. Deus encarnou como homem, mas não como mulher, o que deixa a sua experiencia humana reduzida a metade. Menos que isso até: ele não transou, não engravidou, não deu de amamentar, não formou familia, não se apaixonou, não envelheceu até a debilidade física, e por tanto, não viveu todo o drama humano.
5- Se Deus é onipotente, porque se limita a criar um sistema de pagamento pelos atos pecaminosos dos seres humanos? Somente um ser limitado, que está preso a leis superiores a si mesmo, poderia se ver obrigado a engendrar tamanho mecanismo: se matar a si mesmo, para si mesmo, sendo que posteriormente voltaria a viver, pois afinal de contas, ele é deus, o que nos faz voltar a questão 1: porque não ter evitado perpertuamente a existencia do mal? A quem Deus deve responder se não o fizer ? A si proprio? Por isso se matou a si mesmo para si mesmo? Seria mais fácil se perdoar, ou ele não é onipotente e autosuficiente para isso?
6- O que o cristianismo não concebe é a relatividade do mal: aquilo que é a desgraça alheia, pode ser uma felicidade na sua vida. Os pecados revelam essa forma de pensamento: uns fulanos resolvem fundar uma religião, e simplismente por que não concebem certas liberdades na própria vida, priva todos os demais dessa liberdades. Quando você é crente, certas atitudes lhe inspiram o horror: sexo fora do casamento, homossexualidade, bebedeiras, etc. No entanto, o fato de voce e seu grupo se sentir desconfortáveis com essas possibilidades da vida, não te dá o direito de impor as outras pessoas que elas sintam e pensem o mesmo. Aqui cabe a minha crítica a cultura, representada pelos costumes.
7- A existência do mal não prova a existência de deuses quaiqueres, muito menos o Deus judaico-cristão. No mundo cristão, as pessoas simplismente dividem a realidade em que:
1- Deus existe, e esse Deus só pode ser o judaico cristão. Nem de longe concebem a existência dos milhares de
outros deuses.
2- Deus não existe, a vida não tem sentido, portanto, vamos ser egoístas e irresponsáveis, porque não precisamos
temer um julgamento final.
8- Religiões e demais crenças são vírus.Há uma similaridade interessante entre os fenômenos espirituais( que levaram n fulanos a fundarem n religiôes) e os fenômenos místicos, metafísicos( sempre altamente pessoais, jamais ou dificilmente testemunhado por terceiros). Assim é o esquema: uma tal pessoa, e tão somente ela, recebe a grande revelação, a grande missão, o grande contato, com seres espirituais e ou alienigenas. A filosofia de vida dela muda, e se converte em uma única coisa: como um programa de computador infectado, sua única missão é replicar, nos outros, a crença que ele desenvolveu. Como a grande maioria dos fundadores de religião viveram numa época pré-ciência ou na qual a ciencia ainda era como um feto, qualquer possibilidade de questionamento sobre a veracidade de sua experiência inexiste. Ela foi incrível, fez voce se sentir bem, portanto, é a grande absolua verdade e você, como o ser superior iluminado que é agora, tem a missão de conduzir os outros a felicidade real que só você recebeu/ pôde encontrar por sabe-se lá quais méritos...
CONTINUA???
sábado, 22 de janeiro de 2011
Preview ( algum outro blogger já postou um priview de seu próprio post?)
Pra não deixar cair a peteca e condenar mais outro blog ao ostracismo, vou dar apenas um preview do que realmente quero postar...posteriormente. O tema será Deus e suas contradições, inspirado nos pensamentos de Jean Meslier, e os meus próprios, que coincidiram com os do padre, o qual eu só conheceria algum tempo depois de minhas ruminações. Relativamente complexo, definitivamente comprido.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Momento Ternurinha
Minha intenção em um novo post seria de continuar com as filosofices do texto anterior que, na verdade, não estava completo. Porém, no entanto, entretanto, sofro do que eu chamo "transtorno multipolar", e por conta disso, com a mesma disposição em que começo a escrever pseudo-análises filo/teo/lógicas (sem nenhum mérito pra isso, diga-se de passagem), começo a devaneiar sobre bucólicos passeios no parque, além de descrever em detalhes todas as emoções que perpassam meu corpo durante o processo de digestão de um hot-dog. Resumo: toda essa conversa foi só uma desculpa pro meu "momento ternurinha", para contrapor sensei Coisa, que demonstrou uma curiosa aversão a cães. Esse aí em baixo, são meus gatos e gatas:
Momento "Onde está o Wally?": quantos gatos você vê nessa foto?
No total, tenho sete, que vivem harmoniosamente com minha cadela Tessa, ex-moradora de rua, traumatizada por anos de espancamento, até que, um não tão mal acidente( um carro passou por cima de sua perna, quebrando-a, enquanto ela dormia debaixo dele) a trouxe a minha família, e daí...o resto é história. Meu gato Rajáh simplismente a adora, se esfrega nela até não poder mais.Ele tá no centro da foto, dormindo de forma oposta aos outros.
No total, tenho sete, que vivem harmoniosamente com minha cadela Tessa, ex-moradora de rua, traumatizada por anos de espancamento, até que, um não tão mal acidente( um carro passou por cima de sua perna, quebrando-a, enquanto ela dormia debaixo dele) a trouxe a minha família, e daí...o resto é história. Meu gato Rajáh simplismente a adora, se esfrega nela até não poder mais.Ele tá no centro da foto, dormindo de forma oposta aos outros.
Essa foto é de quando ela estava em processo de recuperação, ela está melhor do que isso agora, bem gordinha. A patinha quebrada em evidência. Ela só anda de três.
A beleza e graça dos animais consiste no seguinte: eles não te julgam, por coisa alguma. Não se importam sobre o que você tem materialmente, se você é bonito ou feio, não te cobram nada. Só te pedem um pouco de comida e de carinho e só. Se você é legal com eles, eles serão legais com você. Se você for sacana com eles, acidentalmente ou não, eles não irão guardar rancor e fazer mil planos escabrosos pra acabar com você. Esses últimos atos são um privilégio de nós, seres humanos.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Circo- Ilusão-Sistema
A vida não tem sentido algum, mas a cultura tem um tal poder de persuasão que leva os nossos ancestrais a nos ensinar uma série de "verdades" sobre a vida e as vivermos como se fossem de fato verdades. Não são. E é claro, por força da mesma cultura, repassamos essas idiotices gerações adiante.O mecanismo é tão antigo e monstruoso que se torna absurdo ou útopico se pensar que é possível reprogramá-lo ou simplismente pará-lo. Geralmente gosto de chamar esse mecanismo grotesco de "monstro sociedade", mas a palavra cultura também serve a esse propósito. Repare: quando digo cultura, não estou mencionado os entretenimentos artísticos da sociedade que essa palavra também engloba, mas sim, a toda e qualquer convenção humana que simplismente foi criada e repassada como uma verdade inquestionável ou inescapável geração à geração.
Quando olhamos de perto, fica mais do que claro a nossa condição robótica, o que torna, aliás, cômica as críticas que diferentes grupos fazem ao desenvolvimento tecnológico, criticando um apocalíptico futuro em que o homem se torna máquina, ou é substituido por tal. Já somos máquinas. A realidade toda é um enorme agrupamento de sistemas, que devido a sua enorme composição, é capaz de gerar a ilusão do orgânico. Particularmente não vejo nenhum drama realmente aqui. O drama só começa quando o próprio homem, com sua capacidade criativa/imaginativa resistematiza a condição humana, criando uma pilha infindável de pseudo-obrigações e necessidades, que não passam de fantasias concatenadas grupalmente, dando, mais uma vez, pelo maravilhoso poder numérico, a ilusão de serem verdades.
Enésima Encarnação
Essa é a...enésima vez que resolvo fazer um blog. Motivos? Obviamente terapêuticos. Mas dessa vez, há um diferencial: um outro bloggeiro me inspirou, indiretamente, a quem respeitosamente tratarei por sensei quando deixar uma mensagem em seu blog. A você então, sensei Coisa, meu primeiro post.

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