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sexta-feira, 11 de março de 2011
Liberdade Sexual
Para mim:
Liberdade sexual é você, um belo dia, nos seus cinquenta e tantos anos de heterossexualidade , ter uma experiência homossexual, comentar sobre ela, e não ter a sua imagem de homem\pai\profissional julgada por ela.
Igualdade sexual é você ver um programa de auditório em que dançarinos de shortinho colado dançam ao fundo do palco.
Liberdade sexual é você sair com sua esposa\namorada e respectivos amantes pra um passeio no parque, e ocasionalmente trocar uns amassos , ora com a oficial, ora com a reserva, sem receio de que determinado fulano ou fulana possa ver isso, pois vocês, como adultos, são donos de sua própria vida sexual.
Liberdade sexual é você se manter virgem, pra se casar, e não virar motivo de chacota por ter sua vida sexual analizada e vigiada por terceiros.
O tabu da sexualidade gerou essa civilização dicotomizada entre pseudo-pudicos e pseudo-sexo-liberais. Liberdade sexual? Igualdade sexual? Difícil. Qual será o período de tempo que uma civilização necessita para remodelar completamente seus valores? Uns 400 anos? Um milênio?
Saca só o que eu pesquei ao acaso na Net:
“...se liberdade sexual for querer impedir as pessoas de discordarem do que lhes é estranho e esquisito, em breve teremos uma parada em favor daqueles que usam drogas ou fazem sexo om cadaveres, ou quem sabe com um pouco mais de "evolução" humana se defenda a pedofilia, ou a liberdade sexual entre criancas. Ora, pelo que tenho visto quanto maior a liberdade que seda aos sentidos fisicos pior se torna a sociedade, cada vez menos apegada ao beneficio do pensar e cada vez mais escravizada aos desejos e prazeres.”
Eu: As pessoas mal se conhecem. Mesmo o autor desse parágrafo não parece consciente que seus próprios valores pudicos foram forjados e imbutidos nele por terceiros. Tudo o que ele sente é mero reflexo da cultura na qual foi “cultivado”.
“...segundo Ana Cláudia Bortolozzi Maia, professora do departamento de Psicologia da Unesp de Bauru é uma dúvida muito freqüente entre os jovens. Ela ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos, como consumir bebidas alcoólicas e drogas ou assumir determinados comportamentos sexuais, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes”
Eu: “...para se sentirem inseridos no grupo, os jovens...”. Mesmo quando adultos as pessoas se dilaceram para serem aceitas em determinados círculos sociais.
“Não haverá liberdade sexual enquanto não existir a condição de estar em paz consigo mesmo, sem preocupar-se com a imagem que transmite. Não se pode ser feliz assim!!!!!!
Autora: Walkíria Fernandes - Psicóloga e Terapeuta Sexual.”
Eu: Tô com ela e não abro. Acrescentaria que não há qualquer forma de liberdade quando a condição citada não se encontra vigente.
“Eu vejo os beneficiários da liberdade sexual como um poderoso e sempre crescente corpo de revolucionários: pedófilos e pederastas, exibicionistas e voyeurs, estupradores e sádicos bi/trans/homossexuais, adúlteros, cafetões, prostitutas, e uma variedade de homens e mulheres explorados e exploradores, pessoas comumente viciadas em drogas lícitas ou ilícitas, incluindo a pornografia de sua escolha, as ‘ertotoxinas’ que mascaram a dolorosa percepção de sua impotência, vacuidade e trauma.
Dra. Judith Reisman”
Eu: Não preciso comentar isso, preciso?
“A estreita cooperação do Instituto Kinsey com revistas pornográficas foi meticulosamente planejada. Alguém nascido depois de 1960 arriscaria dizer que não foi vítima dessas mudanças?”
Eu: E esse?
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1 comentários:
Olha, uma amiga uma vez disse: eu não sou bisexual eu estou bisexual.
É divertido e ao mesmo tempo reforça a idéia de que a categorização é uma doença tipicamente da nossa sociedade.
Sexo é brincadeira de gente grande. É o substituto das bolinhas de gude, polícia e ladrão, médico (aliás todos de chunho sexual, hehe), etc.
Sendo divertido pra ambas (ou todas) as partes, é tudo válido. Porque a necessidade de categorizar?
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